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Lei que proíbe Nakba ganha oposição de 3 ministros em Israel

Arquivo Geral

25/05/2009 0h00

Três ministros trabalhistas israelenses anunciaram hoje que apelarão da aprovação por um painel ministerial de uma lei que proíbe os atos em lembrança da “Nakba” (catástrofe), treat data que marca o dia em que foi criado o Estado de Israel.

“A lei aumentará o isolacionismo e a alienação na sociedade e reforçará a minoria extremista que há entre os árabes israelenses”, ed disserem em comunicado os ministros de Assuntos Sociais, Isaac Herzog; Agricultura, Shalom Simhon; e Minorias, Avishay Braverman.

Ontem, o Comitê Ministerial de Assuntos Legislativos aprovou uma proposta preliminar para punir até com três anos de prisão a realização em Israel de eventos que lembrem o estabelecimento do país como uma tragédia.

Assim fazem, no entanto, a cada 15 de maio milhares de árabes com cidadania israelense, ou seja, nativos palestinos que ficaram no país após sua criação em 1948 e que, com seus descendentes, superam hoje a marca de um milhão.

Nakba é como os palestinos denominam as consequências que teve para eles a criação de Israel: a perda de lares e terras, e a expulsão ou fuga de entre 700 e 800 mil pessoas, hoje milhões de refugiados.

Por outro lado, os israelenses celebram a data de forma festiva, geralmente com marchas, shows e reuniões em geral.

O Governo provavelmente discutirá a proposta no domingo, na próxima reunião do gabinete, onde se esperam atritos entre os citados ministros trabalhistas e o ultradireitista Yisrael Beiteinu, que promove a lei.

O líder trabalhista, o ministro da Defesa Ehud Barak, evitou até agora dar sua opinião sobre a iniciativa, que em todo caso tem ainda um longo trecho – o sinal verde do Governo mais três leituras no Parlamento – antes de ser aprovada.

A lei não teria efeito para os habitantes da Cisjordânia e de Gaza, onde não rege a legislação israelense, mas sim para os de Jerusalém Oriental.

Yisrael Beiteinu também anunciou hoje que levará a reunião do gabinete de domingo uma de suas propostas eleitorais principais: a obrigação de que os árabes israelenses jurem fidelidade ao país para conservar a cidadania.

“Prometo ser leal ao Estado de Israel como Estado judeu, sionista e democrático, a seus símbolos e valores, e servir ao Estado, como se requer, no serviço militar ou um serviço alternativo”, reza o texto da proposta.

A iniciativa gerou rejeição entre os partidos árabes e organizações de direitos civis do país, que a consideram racista.

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