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Mundo

Kuwaitiano detido por quase 8 anos em Guantánamo retorna a seu país

Arquivo Geral

09/10/2009 0h00

Um kuwaitiano que esteve quase oito anos preso no centro de detenção americano de Guantánamo retornou a seu país após ser absolvido das acusações de terrorismo, informou hoje seu advogado.

Khaled al-Mutairi foi capturado no Paquistão em 2001 depois de haver viajado ao Afeganistão, disseram fontes judiciais.

David Cynamon, advogado de al-Mutairi afirmou que seu cliente tinha viajado para construir uma mesquita e tinha entregado dinheiro a escolas e orfanatos, mas os fiscais argumentaram que participava da luta contra os Estados Unidos e respaldava à Al Qaeda.

“Passou tempo demais, mais de sete anos, para que recebesse uma audiência justa”, disse Cynamon em declaração.

“Perdeu muitos anos de sua vida porque o Governo dos EUA se recusou a escutar estes presos”, acrescentou.

No centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, ainda permanecem mais de 220 detidos, a maioria capturados no Afeganistão no marco da luta contra o terrorismo lançada pelo ex-presidente George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Depois de assumir a Presidência dos EUA, Barack Obama, anunciou que o centro de detenção de Guantánamo seria fechado no prazo de um ano.

No entanto, o secretário de Justiça, Eric Holder, admitiu esta semana que será difícil cumprir o prazo estabelecido pelo líder.

Holder também confirmou que o Governo tomará “em breve” uma decisão sobre o lugar em território americano aonde serão levados os detidos, alguns dos quais poderiam ser processados por tribunais militares.

O anunciado fechamento se viu obstaculizado pela oposição republicana assim como por questões diplomáticas, além da recusa de alguns estados do país a receber esses presos.

“Vai a ser difícil que cumpramos o prazo de 22 de janeiro”, assinalou Holder em uma conversa com jornalistas.

No entanto, o secretário de Justiça indicou que o Governo não retrocederá em seus esforços por fechar esse recinto instalado na base naval de Guantánamo (Cuba).

“Acho que no final Guantánamo será fechada e penso que é o adequado perante o fato de que serviu e continua servindo como ferramenta de recrutamento para que tentem atacar o país”, acrescentou.

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