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Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

O aiatolá ainda disse que não quer levar o país a uma guerra, mas que não pouparia “criminosos”, fossem nacionais ou estrangeiros

Redação Jornal de Brasília

17/01/2026 11h53

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Foto: KHAMENEI.IR / AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, atribuiu aos Estados Unidos a culpa pelas milhares de mortes que aconteceram no Irã no últimos dias e chamou Donald Trump de criminoso. Os EUA reagiram com recado.

O líder iraniano atribuiu ao presidente dos Estados Unidos a culpa pelas mortes e danos causados no país durante a série de protestos nos últimos dias. Durante um discurso, Khamenei chamou Trump de ‘criminoso’, segundo a Al Jazeera.

Mais tarde, em publicação, Khamenei disse que considera os EUA o “culpado”. “Consideramos o presidente dos EUA culpado devido às vítimas, aos danos e à difamação que infringiu à nação iraniana”, comunicou o líder iraniano no X na manhã deste sábado.

O aiatolá ainda disse que não quer levar o país a uma guerra, mas que não pouparia “criminosos”, fossem nacionais ou estrangeiros. Khamenei ainda atribuiu o caos interno a interferência “ocidental” e ao “regime sionista”.

“Aqueles ligados a Israel e EUA causaram danos maciços e mataram vários milhares”, afirmou Khamenei.

O Departamento de Estado dos EUA reagiu com fervor. Em uma mensagem publicada em persa no X, o departamento enfatizou que se a “República Islâmica atacar alvos americanos, enfrentará uma força muito, muito poderosa”.

“Já dissemos isso antes e repetimos: não brinquem com o presidente Trump”, publicou o Departamento de Estado dos EUA.

PROTESTO E MORTES NO IRÃ

Nas últimas semanas, centenas de iranianos morreram em meio a protestos no país que pedem a derrubada de atuais lideranças. A repressão aos protestos vem das próprias autoridades da nação.

Os protestos reivindicam o fim do regime de aiatolás. Outras pautas citadas são o alto custo de vida e a inflação, que vem desvalorizando a moeda do país.

Os EUA, por sua vez, ameaçou atacar pontos iranianos caso a repressão aos manifestos continue. O Irã já acusou o país norte-americano de se aliar a Israel para agravar a situação no país e fragilizar o governo.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, discutiram uma intervenção ao Irã.

Trump disse que representantes iranianos ligaram para negociar após as ameaças de uma intervenção americana no país. Autoridades do Irã dizem estar prontas ao diálogo, mas também para a guerra.

Ministro iraniano afirmou que país está pronto para a guerra e para as negociações. Abbas Araghchi, que comanda as Relações Exteriores da república, apontou que a diplomacia deve ser justa, “com direitos iguais e baseadas no respeito mútuo”. Durante uma conferência com embaixadores estrangeiros em Teerã, transmitida pela TV estatal, ele ainda acrescentou que a República Islâmica do Irã “não busca a guerra, mas está totalmente preparada para a guerra”.

Líder supremo do país publicou montagem de Trump como um sarcófago destruído. O aiatolá Ali Khamenei, autoridade religiosa e política do país, comparou o americano a “Faraó, Nimrod, Reza Khan, Maomé Reza e outros semelhantes” que “foram depostos quando estavam no auge de seu orgulho”.

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