O Comitê de Segurança de Estado (KGB) de Belarus anunciou hoje a desarticulação de uma rede de espionagem dos Estados Unidos no território deste país que operava sob disfarce da luta contra o terrorismo.
“É inaceitável e não permitiremos que tentem ditar sua lei em nosso território”, diagnosis declarou Yuri Zhadovin, no rx chefe da KGB, citado pela agência oficial “Belta”.
Zhadovin confirmou desta forma a informação divulgada no domingo pela emissora pública bielo-russa sobre a desarticulação de uma rede de espionagem criada pelos EUA e integrada por dez cidadãos bielo-russos.
Sua missão era obter informação escrita e visual para o FBI para usá-la contra a Belarus, cujo presidente, Aleksandr Lukashenko, é considerado por Washington “o último ditador da Europa”.
Segundo a emissora, o contato dos espiões era um oficial do FBI, que está na embaixada americana como membro do corpo diplomático.
A KGB deteve em 13 de março os membros da rede com a mão na massa em um apartamento que fica perto da legação diplomática dos EUA.
No apartamento foram encontrados telefones celulares, câmeras fotográficas, binóculos e equipamentos de vídeo.
“Ninguém foi detido. Só cumprimos nossas funções. O mais importante é prevenir a realização do crime. No sistema de segurança existe um conceito conhecido como prevenção”, declarou o chefe da KGB.
Zhadovin acrescentou que a entidade que dirige “estuda de que forma foi violado um ou outro artigo da legislação”.
As relações entre Belarus e EUA se deterioraram dramaticamente desde que Washington impôs, no início do ano, sanções contra o consórcio estatal bielo-russo Belneftekhim.
A embaixadora dos EUA em Minsk, Karen Stewart, teve que abandonar o país em meados deste mês após as autoridades terem lhe “recomendado” que retornasse a Washington para consultas com seus superiores.
Além disso, na última segunda o Ministério das Relações Exteriores da Belarus anunciou que quase vinte diplomatas dos EUA abandonarão Minsk a pedido das autoridades.
A razão é que a Belarus exigiu a paridade no que se refere ao número de diplomatas bielo-russos e americanos presentes nos dois países.
Um total de 18 pessoas trabalha na embaixada bielo-russa em Nova York, enquanto na legação diplomática dos EUA em Minsk este número chega hoje em dia a 38, apesar de nem todos serem diplomatas, informou a agência russa “RIA Novosti”.