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Mundo

Karroubi critica regime iraniano e condena mortes em distúrbios

Arquivo Geral

28/12/2009 0h00

O clérigo opositor iraniano Mehdi Karroubi criticou hoje duramente o regime iraniano, ao qual acusou de assassinar várias pessoas durante a festa sagrada da Ashura, realizada no domingo em meio a enfrentamentos entre as forças de segurança e grupos de opositores, nos quais oito pessoas morreram.

Em comunicado divulgado pelo site reformista “Jahannews”, o ex-candidato à Presidência perguntou “o que aconteceu com um sistema religioso para matar pessoas durante o dia santo da Ashura”.

“Atacaram com uma selvageria inexplicável as pessoas, as feriram, detiveram e inclusive mataram várias”, afirmou Karroubi, um dos três candidatos derrotados nas presidenciais de junho, origem da atual crise política e social no Irã, a pior nos 30 anos da Revolução Islâmica.

“Após as eleições de 12 de junho, um grupo, desobedecendo a Constituição iraniana e as ideias do falecido imame Khomeini (fundador da República islâmica), organizaram estes amargos eventos”, denunciou.

O Irã foi cenário no domingo dos protestos mais violentos ocorridos desde que, há seis meses, centenas de milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição considera “fraudulenta”.

No domingo, milhares de pessoas desafiaram de novo as advertências e retornaram ao centro de Teerã, em um dia sangrento no qual, segundo números oficiais, pelo menos oito pessoas morreram.

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    Em comunicado divulgado pelo site reformista “Jahannews”, o ex-candidato à Presidência perguntou “o que aconteceu com um sistema religioso para matar pessoas durante o dia santo da Ashura”.

    “Atacaram com uma selvageria inexplicável as pessoas, as feriram, detiveram e inclusive mataram várias”, afirmou Karroubi, um dos três candidatos derrotados nas presidenciais de junho, origem da atual crise política e social no Irã, a pior nos 30 anos da Revolução Islâmica.

    “Após as eleições de 12 de junho, um grupo, desobedecendo a Constituição iraniana e as ideias do falecido imame Khomeini (fundador da República islâmica), organizaram estes amargos eventos”, denunciou.

    O Irã foi cenário no domingo dos protestos mais violentos ocorridos desde que, há seis meses, centenas de milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição considera “fraudulenta”.

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