“A proposta não honra quem a oferece, nem honra o maior grupo do Knesset (o Kadima) nem nossos princípios, entre eles o processo de paz e uma mudança no sistema de Governo, por isso é inaceitável”, afirma uma nota do partido de Livni, publicada pela edição on-line do jornal “Yedioth Ahronoth”.
A decisão foi tomada pelo grupo parlamentar do partido centrista, que deu a Livni absoluto apoio na tomada da decisão, apesar de que a ex-ministra de Exteriores veio sendo questionada nos últimos meses em sua própria legenda.
“A oferta de Netanyahu, como a vemos hoje, é arrogante e irreal”, disse Shaul Mofaz, número dois e que até agora empurrava Livni a entrar no Executivo.
Mofaz pediu ao primeiro-ministro, líder do nacionalista Likud, que abandone a posição na qual se entrincheirou, porque “a arrogância não é substituto de liderança”.
Nas eleições de fevereiro, o Kadima obteve 28 cadeiras, uma a mais que o Likud, mas Netanyahu formou Governo por ter mais apoio no âmbito parlamentar.