As equipes disputavam uma vaga na Copa do Mundo, e terminaram empatadas no grupo C em todos os critérios. Com isso, um jogo extra teve que ser realizado em campo neutro, no Sudão, e a Argélia venceu por 1 a 0, garantindo sua classificação para o Mundial da África do Sul.
Os conflitos criados pelos torcedores egípcios e argelinos por causa deste e dos confrontos anteriores deterioraram as relações diplomáticas entre os dois países.
Segundo a agência líbia, o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, pediu a Kadafi para intermediar a questão, por considerar que o presidente em exercício tem “alto e distinto status entre as nações árabes”. Além disso, tanto a Argélia como o Egito fazem fronteira com a Líbia.
Segundo a “Jana”, Kadafi aceitou o pedido e “trabalhará para que as relações entre Egito e Argélia voltem ao normal”.
Desde a vitória do Egito por 2 a 0 no jogo disputado em Cairo em 14 de novembro – que forçou o desempate no Sudão quetro dias depois -, a tensão entre ambos os países não deixou de aumentar.
O ônibus que transportava os jogadores argelinos foi apedrejado, o que provocou por sua vez que várias empresas egípcias fossem saqueadas e incendiadas na Argélia.
Já autoridades do Egito garantiram que jogadores de sua seleção foram agredidos por torcedores argelinos após o jogo-desempate.
Posteriormente, vários protestos aconteceram em frente à embaixada da Argélia no Cairo, e em um deles os confrontos entre a polícia e os manifestantes deixaram 35 feridos, entre eles onze agentes de segurança.
Na quinta-feira passada, o governo do Egito convocou seu embaixador em Argel, enquanto o presidente Hosni Mubarak afirmou que seu país não tolerará nenhum gesto “que humilhe sua dignidade”.
“A proteção dos cidadãos no exterior é responsabilidade do Estado. Não aceitaremos que eles sejam ofendidos e agredidos”, afirmou Mubarak no discurso de abertura do período de sessões do Parlamento.