O líder líbio, Muammar Kadafi, investiu pesado hoje durante o discurso na ONU contra o poder antidemocrático do Conselho de Segurança, e insistiu na transferência de poderes à Assembleia Geral, onde estão todos os países estão representados.
Em sua fala longa, áspera e desconexa, o líder líbio acusou os cinco membros permanentes do principal órgão (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) de serem os responsáveis pelos numerosos conflitos após a Segunda Guerra Mundial, que já causaram milhões de mortos.
“Estes países fazem a guerra e desfrutam do poder de veto. Começaram guerras que causaram milhares de mortes”, afirmou Kadafi.
Ressaltou que os princípios de paz e igualdade entre as nações que constam na legislação são desrespeitados pelas atitudes do organismo.
O líder líbio destacou ainda a necessidade de transformar a composição dos organismos multilaterais, aos quais definiu como hipócritas, por considerar que favorecem os mais poderosos.
“Como podemos ficar felizes se o poder está nas mãos de uma dezena de países?”, questionou o líder africano, que pediu a reforma e o aumento do número de membros permanentes do Conselho de Segurança.
Defendeu também a ideia de a América Latina ter uma cadeira cativa no órgão da ONU.