A justiça do Uruguai autorizou a Polícia do país a realizar buscas em dois escritórios jurídicos de Montevidéu, troche após surgirem pistas para identificar os eventuais negócios do narcotraficante colombiano, Juan Carlos Ramírez Abadia, codinome “Chupeta”, detido em São Paulo, informou-se hoje.
As buscas foram realizadas na sexta-feira em dois escritórios de advocacia de Montevidéu, após o detido ter afirmado que pensava em se radicar no Uruguai, país no qual havia comprado propriedades no centro turístico de Punta del Este.
O Juiz Pedro Salazar, após autorizar as buscas, congelou duas contas no estatal Banco da República do Uruguai.
Fontes da Polícia afirmaram que as contas bancárias estavam no nome dos brasileiros André Telles Barcelos e Elaine Barcelos e da colombiana Milareth Torres Losano, cujo verdadeiro nome é Jessica Hojas, esposa de Ramírez Abadia. Os três foram detidos junto com “Chupeta”.
No entanto, a imprensa foi informada de que uma série de documentos bancários estão sendo analisados e que teriam ligações com duas sociedades anônimas, que seriam de propriedade do grupo investigado.
Segundo o jornal “El Observador”, de Montevidéu, o fato de que “Chupeta” pensasse em morar no Uruguai levanta suspeitas de que o traficante já teria comprado propriedades.
A publicação acrescenta que, por enquanto, é difícil provar as posses imobiliárias de Ramírez Abadia, pois no registro de Cadastro, a titularidade do bem só pode ser verificada pelo número do censo e não pelo nome do dono.