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Mundo

Justiça tunisiana dita ordem de detenção internacional contra Ben Ali

Arquivo Geral

26/01/2011 11h13

A justiça tunisiana ditou uma ordem de detenção internacional contra o presidente deposto do país, Zine el Abidine Ben Ali, e sua esposa, Leila Trabelsi, anunciou nesta quarta-feira o Ministério da Justiça, Lazhar Karoui Chebbi.

Em entrevista coletiva transmitida pelos meios estatais, o ministro indicou que a justiça do país está à procura de Ben Ali, foragido para Arábia Saudita, e a sua mulher por “aquisição ilegal de bens”, além de “transferência ilícita de divisas ao exterior”.

Na semana passada, a justiça tunisiana havia anunciado a abertura de uma investigação contra o presidente destituído, sua esposa e vários membros de família pelos mesmos delitos.

O conhecido como “clã dos Trabelsi” era detestado pela imensa maioria dos tunisianos, que o acusam de ter saqueado durante décadas as riquezas do país.

Ben Ali está na Arábia Saudita desde 14 de janeiro, embora fontes tenham indicado à Agência Efe que o líder da Líbia, Muammar Kadafi, mantém há dias negociações com as autoridades sauditas para sua possível transferência a esse país norte-africano, um dos dois vizinhos da Tunísia, junto com a Argélia.

O ministro da Justiça anunciou nesta quarta-feira, além disso, que 71 presos morreram em motins registrados no país nos dias que seguiram à fuga de Ben Ali, 48 deles unicamente no incêndio da prisão de Monastir no centro do país em 15 de janeiro.

Em Monastir, os presos atearam fogo às camas das celas, provocando um grande incêndio no centro penitenciário, como indicaram à Efe fontes do Governo.

Alguns dos detentos conseguiram fugir, enquanto dezenas ficaram no interior da prisão e morreram ou ficaram gravemente feridos.

Durante o dia ocorreram ainda motins e tentativas de incêndio nas prisões das regiões de Gafsa e Kaserin, no centro oeste, e em Bicerta e Mornaguia.

 

Em Gafsa e Kaserin, os motins foram controlados. Já em Bicerta, ao noroeste da Tunísia, e na de Mornaguia, a 17 quilômetros da capital, dezenas de presos fugiram.

Chebi disse nesta quarta que 11 mil presos conseguiram escapar de diferentes prisões do país durante os motins.

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