Na sentença, divulgada hoje e anunciada pela agência de notícias “Yonhap”, a Corte Suprema confirmou sua decisão anterior – depois de ser obrigada a fazer um novo julgamento – e ordenou ao acusado que cumpra 300 horas de prestação de serviços à comunidade. O tribunal também anulou em segunda instância a pena de prisão para Mong-koo, ditada por um juiz de distrito, embora o tenha obrigado a pagar 840 bilhões de wons (US$ 827 milhões) como contribuição à sociedade sul-coreana. No julgamento de apelação realizado no ano passado, a procuradoria sul-coreana reiterou seu pedido de seis anos de prisão para Chung Mong-koo ao considerar que a pena de três, à qual foi condenado em fevereiro de 2007, não era suficiente. Em abril de 2006, o presidente da Hyundai, de 68 anos, foi detido sob acusação de desvio ilegal de fundos e suborno a funcionários públicos. No entanto, Mong-koo só permaneceu dois meses em prisão preventiva e saiu em liberdade após pagar uma fiança de um bilhão de wons (US$ 1,4 milhão). Chung Mong-koo apropriou-se de fundos no valor de 90 bilhões de wons (US$ 87 milhões) e causou à companhia danos no valor de 210 trilhões de wons (US$ 205 milhões) ao transferir ações da empresa para seu filho a preços menores que os de mercado. A Hyundai Motor é o segundo grupo industrial sul-coreano, com renda superior a 25 trilhões de wons (US$ 25.000 bilhões) e mais de 50.000 empregados. Além disso, a Hyundai Motor ocupa o sétimo lugar no mundo na produção de automóveis, com quatro filiais: nos Estados Unidos, na Índia, na Turquia e na China.
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