O Tribunal Penal Federal da Suíça ainda não decidiu sobre o destino dos fundos bloqueados no processo contra cinco banqueiros suíços que ajudaram um grupo de funcionários brasileiros corruptos a lavar esse dinheiro.
A porta-voz do Ministério Público suíço, shop Jeannette Balmer, confirmou que o valor congelado na Suíça chega a US$ 44 milhões.
Ela afirmou que o destino dos fundos “será objeto de uma decisão posterior” dos juízes federais.
Questionada sobre a eventual repatriação do dinheiro, Balmer não quis fazer comentários, ao destacar que “o Ministério Público esperará receber a motivação da sentença” e que, por enquanto, “não deseja dizer mais”.
Os cinco banqueiros condenados a penas de entre 405 e 486 dias de prisão em suspenso trabalhavam na filial em Zurique da Discount Bank & Trust Company (DBTC), onde ajudaram funcionários brasileiros a manter, nesse estabelecimento, dinheiro de origem ilegal.
O tribunal determinou que, até 2001, os banqueiros deveriam perceber que os fundos tinham procedência criminosa e informar seus superiores, o que não fizeram.
Ao contrário, colaboraram para que os sistemas de vigilância e controle do banco não detectassem a procedência duvidosa dos depósitos.
Além da prisão em suspenso -que poderia ser efetivada se, nesse período, cometessem qualquer outro delito-, a sentença inclui o pagamento de multa, que vai de US$ 11 mil até US$ 53 mil.
A isso somam-se as despesas judiciais, que chegam a quase US$ 53 mil para cada um.
As identidades dos condenados foram mantidas em segredo, conforme as leis sobre a privacidade na Suíça.