A Procuradoria decidiu passar o caso para as autoridades judiciais da cidade de Tempio Pausania, na Sardenha, para que elas investiguem se há o crime de invasão de privacidade, informa hoje a imprensa italiana.
Segundo o diário “La Repubblica”, as autoridades judiciais romanas “não encontraram motivos que possam justificar a urgência da medida”.
Zappadu disse em entrevista ao jornal “La Repubblica” que teria cinco mil imagens de Berlusconi registradas entre 2006 e 2009 na Sardenha.
O fotógrafo disse ontem à Justiça italiana que não invadiu a privacidade do premiê ou de seus convidados, porque as fotos mostravam pontos da mansão de Berlusconi que eram visíveis do exterior.
“Não invadi a privacidade de ninguém. Porque não espionei ninguém. Só documentei o que acontecia na mansão”, afirma Zappadu em entrevista publicada hoje pelo jornal “La Repubblica”.
“Não tenho culpa de que a mansão de Berlusconi tem 100 hectares e é visível do exterior. Além disso, nas minhas fotos os rostos dos convidados – homens e mulheres – foram distorcidos para ficar irreconhecíveis. Não fui eu quem revelou sua identidade”, acrescentou.