Menu
Mundo

Justiça francesa rejeita pedido de unificação de penas do ex-presidente Sarkozy

Ex-presidente da França tenta abater condenação de financiamento ilegal da campanha de 2012 com pena já cumprida, mas tribunal de Paris nega solicitação

Redação Jornal de Brasília

09/03/2026 12h12

Foto: Bertrand Guay / AFP

Foto: Bertrand Guay / AFP

A Justiça francesa rejeitou, nesta segunda-feira (9), um pedido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, para não cumprir a pena imposta em sua última condenação por ter se beneficiado de financiamento ilegal durante sua campanha eleitoral de 2012.

Em novembro de 2025, a Corte de Cassação, o mais alto tribunal francês, confirmou a pena de seis meses de prisão em regime fechado para Sarkozy, que pode ser cumprida em domicílio com tornozeleira eletrônica, no caso Bygmalion.

Mas o político conservador, de 71 anos, solicitou que essa pena fosse abatida de uma condenação anterior já cumprida, que o obrigou a usar uma tornozeleira eletrônica entre fevereiro e maio de 2025, no chamado caso das escutas.

O tribunal de Paris rejeitou o pedido, uma decisão da qual o chefe de Estado entre 2007 e 2012 pode recorrer, indicou uma fonte próxima ao caso, confirmando uma informação do jornal Le Figaro.

Os problemas judiciais do ex-presidente continuam. Entre 16 de março e 3 de junho, será julgado em segunda instância pela suposta aprovação de financiamento ilegal de sua primeira campanha presidencial, em 2007.

A Justiça o condenou em setembro a cinco anos de prisão por permitir que pessoas próximas se aproximassem da Líbia de Muammar Kadhafi, morto em 2011, para obter recursos destinados a financiar ilegalmente a campanha que o levou ao poder.

Embora Sarkozy pudesse recorrer da sentença, o tribunal ordenou a aplicação imediata da pena, razão pela qual passou 20 dias na prisão parisiense de La Santé entre outubro e novembro, antes de obter liberdade condicional.

Sua experiência atrás das grades, a primeira de um ex-chefe de Estado francês desde o fim da Segunda Guerra Mundial, foi considerada por ele como um “inferno” e uma “injustiça”, segundo seu testemunho registrado no livro “Le journal d’un prisonnier” (Diário de um prisioneiro, em tradução livre).

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado