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Justiça francesa autoriza fundador do Telegram a viajar ao exterior sem restrições

O empresário russo de 41 anos foi detido em Paris em 2024 e está sob investigação da justiça por suposta cumplicidade da plataforma em atividades criminosas

Redação Jornal de Brasília

13/11/2025 12h02

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Pavel Durov, CEO e cofundador do Telegram fala no palco durante o primeiro dia do TechCrunch Disrupt SF 2015 no Pier 70 em 21 de setembro de 2015 em São Francisco, Califórnia. As autoridades judiciais francesas prorrogaram em 25 de agosto a detenção do fundador e chefe do Telegram, Pavel Durov, nascido na Rússia, após sua prisão em um aeroporto de Paris por supostos crimes relacionados ao popular, mas controverso aplicativo de mensagens. (Foto de Steve JENNINGS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

A França suspendeu a proibição de viajar para o exterior imposta ao fundador do Telegram, Pavel Durov, que está sendo investigado por conteúdo ilegal em seu aplicativo de mensagens, indicou nesta quinta-feira (13) uma fonte judicial próxima do caso.

O empresário russo de 41 anos foi detido em Paris em 2024 e está sob investigação da justiça por suposta cumplicidade da plataforma em atividades criminosas.

Durov, que inicialmente estava proibido de sair da França, teve seu controle judicial afrouxado em julho, permitindo-lhe residir nos Emirados Árabes Unidos, onde fica a sede do Telegram, embora devesse retornar pontualmente ao país europeu.

No momento, as autoridades suspenderam completamente sua proibição de viajar, e ele não é mais obrigado a se apresentar à polícia em Nice, sudoeste da França, a cada duas semanas.

Durante o último ano “ele cumpriu completamente com seu controle judicial”, disse à AFP uma fonte do judiciário que pediu anonimato.

Durov, que possui passaporte francês e russo, está acusado de não atuar contra a difusão de conteúdos criminosos, como imagens de abusos sexuais de menores.

Durante um interrogatório em dezembro de 2024, o empresário reconheceu uma crescente presença criminal na plataforma e se comprometeu a fortalecer a supervisão do conteúdo.

No entanto, o fundador do Telegram acusou as autoridades francesas de não seguirem os procedimentos legais adequados ao apresentar consultas sobre moderação de conteúdo.

AFP

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