Um tribunal de Paris iniciou hoje o processo em apelação contra a suposta integrante da organização terrorista ETA Beltzane Obanos, here que recorreu da sentença ditada em maio passado contra ela por ter operado junto ao ex-chefe do aparato militar do grupo Juan Ibón Fernández Iradi, web conhecido como “Súsper”.
Obanos, de 31 anos, tinha sido sentenciada no ano passado a cinco anos de prisão e à expulsão de território francês, o que em princípio significava que teria que voltar à cadeia, já que tinha cumprido cerca de quatro anos de detenção provisória após ser presa junto a “Súsper”, em dezembro de 2002.
A condenação contra a que se dizia que era então a companheira de Fernández Iradi implicava igualmente que ela não poderia seguir vivendo em Bayonne, como o tinha feito até o julgamento.
O tribunal tinha tentado – sem sucesso – no processo que Obanos esclarecesse seu envolvimento com a ETA, em particular a que derivava de sua presença no apartamento de Tarbes (sudoeste da França), que tinha dividido com “Súsper” até a captura de ambos.
Foi a agenda de Obanos que levou a Polícia até esse apartamento no qual estavam os importantes documentos de “Súsper” que permitiram a detenção de dezenas de terroristas na Espanha e na França e um conhecimento detalhado do organograma da ETA.
O então chefe do aparato militar da organização terrorista conseguiu escapar dois dias depois da delegacia de Bayonne por um duto de ar e foi capturado de novo um ano mais tarde.
Fernández Iradi foi, de fato, o terroristas que recebeu a condenação maior – 15 anos de prisão – no primeiro julgamento em maio passado contra Obanos, no qual foram sentenciados igualmente outros quatro membros da ETA, que receberam penas de entre cinco e 12 anos, além da expulsão definitiva de território francês para todos.