Burrell Edward Mohler e seus filhos, de entre 47 e 53 anos, apareceram perante um tribunal do condado de Lafayette algemados e com macacões laranja de presidiários, segundo o diário “Kansas City Star”.
Enquanto as autoridades do condado dão força ao escândalo local com a busca de corpos e de novas vítimas, o juiz do tribunal atribuiu aos acusados vários crimes sexuais graves relacionados a crianças, que incluem denúncias de sodomia forçada, estupro de uma menina de 12 anos e utilização de outra menor em um ato sexual.
Os cinco parentes, detidos na prisão local sob fiança de entre US$ 30 e 75 mil, não fizeram declarações em sua defesa e pareciam não ter representação legal, segundo o jornal.
O caso foi aberto em meados de agosto, quando uma mulher de 26 anos foi até as autoridades locais com as denúncias, que incluíam o aborto feito por uma menina de 11 anos, disse à imprensa local o agente Bill Lowe, da Polícia Rodoviária do Missouri.
A mulher e outros cinco irmãos, que também assinaram a denúncia, explicaram que após forçá-los a cometer diversos atos sexuais, os acusados tinham obrigado que escrevessem sobre o ocorrido, guardassem as histórias em jarras de vidro e as enterrassem no jardim, como forma de esquecer o que havia passado.
As autoridades locais continuam hoje revistando a propriedade rural dos Mohler na busca desses testemunhos ocultos enterrados ou de possíveis corpos de vítimas.
O prefeito do condado, Kerrick Alumbaugh, disse à imprensa local que têm “indicações” de que “há um corpo ou vários corpos enterrados em diferentes lugares”, embora não tenha revelado identidades.
“Acho que há mais vítimas e acho que, em vista das provas, todos os investigadores que há aqui também acham isso”, acrescentou Alumbaugh.
A porta-voz da igreja local da Comunidade de Cristo, Linda L. Booth, confirmou que três dos cinco acusados eram sacerdotes ali.