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Mundo

Justiça dos EUA acusa 5 da mesma família de pedofilia

Arquivo Geral

12/11/2009 0h00


Um homem de 77 anos e seus quatro filhos compareceram hoje perante um tribunal do Missouri (EUA) acusados de abusar sexualmente de várias crianças entre 1988 e 1995, informou hoje a imprensa local.

Burrell Edward Mohler e seus filhos, de entre 47 e 53 anos, apareceram perante um tribunal do condado de Lafayette algemados e com macacões laranja de presidiários, segundo o diário “Kansas City Star”.

Enquanto as autoridades do condado dão força ao escândalo local com a busca de corpos e de novas vítimas, o juiz do tribunal atribuiu aos acusados vários crimes sexuais graves relacionados a crianças, que incluem denúncias de sodomia forçada, estupro de uma menina de 12 anos e utilização de outra menor em um ato sexual.

Os cinco parentes, detidos na prisão local sob fiança de entre US$ 30 e 75 mil, não fizeram declarações em sua defesa e pareciam não ter representação legal, segundo o jornal.

O caso foi aberto em meados de agosto, quando uma mulher de 26 anos foi até as autoridades locais com as denúncias, que incluíam o aborto feito por uma menina de 11 anos, disse à imprensa local o agente Bill Lowe, da Polícia Rodoviária do Missouri.

A mulher e outros cinco irmãos, que também assinaram a denúncia, explicaram que após forçá-los a cometer diversos atos sexuais, os acusados tinham obrigado que escrevessem sobre o ocorrido, guardassem as histórias em jarras de vidro e as enterrassem no jardim, como forma de esquecer o que havia passado.

As autoridades locais continuam hoje revistando a propriedade rural dos Mohler na busca desses testemunhos ocultos enterrados ou de possíveis corpos de vítimas.

O prefeito do condado, Kerrick Alumbaugh, disse à imprensa local que têm “indicações” de que “há um corpo ou vários corpos enterrados em diferentes lugares”, embora não tenha revelado identidades.

“Acho que há mais vítimas e acho que, em vista das provas, todos os investigadores que há aqui também acham isso”, acrescentou Alumbaugh.

A porta-voz da igreja local da Comunidade de Cristo, Linda L. Booth, confirmou que três dos cinco acusados eram sacerdotes ali.

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