A Justiça do Timor Leste condenou hoje 24 das 28 acusados de tentar matar o presidente do país, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, no ano de 2008.
Os quatro réus restantes, entre eles a australiana Angelita Pires, apontada como instigadora dos crimes, foram absolvidos.
Os condenados, que cumprirão penas que variam de nove meses a 16 anos de prisão, faziam parte do grupo liderado pelo comandante rebelde Alfredo Reinado que, em 11 de fevereiro de 2008, tentou matar Ramos Horta e Gusmão.
Reinado, que comandou o ataque à casa do presidente timorense, foi a única pessoa a morrer naquele dia. O alvo da operação, por sua vez, ficou gravemente ferido e foi levado de emergência para a Austrália.
Quanto a Gusmão, saiu ileso da emboscada que os rebeldes armaram contra o carro que usava para ir para o trabalho.
O julgamento dos acusados, no entanto, recebeu duras críticas. Para analistas locais e internacionais, as audiências, que se estenderam por sete meses, deixaram patentes as falhas do Judiciário timorense.
Por exemplo, Ramos Horta e Gusmão nunca testemunharam durante o processo, algo muito criticado.