A Justiça argentina revelou hoje que o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson visitou a Casa Rosada, dosage sede do Governo argentino, what is ed em agosto passado, pouco depois de tentar entrar na Argentina com US$ 800 mil não declarados, caso que criou um conflito diplomático com os Estados Unidos.
Segundo a promotora María Rivas Diez, que conduz a investigação local do caso, Wilson esteve na residência oficial argentina no dia 6 de agosto deste ano, dois dias depois de ter tentado entrar no país portando uma mala com os dólares.
De acordo com Diez, a revelação foi feita por Victoria Beresziuk, uma funcionária do Governo argentino que estava no mesmo vôo do empresário, que chegou a Buenos Aires procedente da Venezuela.
A promotora contou a rádios da capital argentina que, segundo essa testemunha, o venezuelano participou de “uma espécie de brinde” em um escritório da Casa Rosada enquanto acordos de cooperação energética entre Argentina e Venezuela eram assinados em outro.
O chamado “caso da mala” veio à público em 7 de agosto, durante uma visita a Buenos Aires do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para assinar os acordos com o então governante argentino, Néstor Kirchner.
Wilson teve sua extradição pedida por uma juíza argentina que o acusa de “lavagem de dinheiro”.
O empresário colabora com o fiscal adjunto Thomas Mulvhill, de Miami (EUA), em uma investigação que já derivou na prisão de quatro pessoas (três venezuelanos e um uruguaio) e que criou um conflito entre Buenos Aires e Washington.
Mulvhill disse que, graças a uma conversa gravada de um dos detidos, teve conhecimento de que os US$ 800 mil eram destinados à campanha eleitoral da atual presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner.
O Governo da Argentina apresentou nesta terça-feira um protesto à Administração americana. No dia seguinte, recebeu o apoio do Parlamento e da maior central sindical argentina.
Wilson, que também tem nacionalidade americana, viajou em agosto de Caracas a Buenos Aires em um avião fretado pela estatal Energia Argentina (Enarsa), no qual viajavam funcionários dessa empresa e da também pública Petróleos de Venezuela (PDVSA).
O chefe de Gabinete argentino, Alberto Fernández, disse hoje que a relação com os EUA passa por um “momento difícil”.