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Mundo

Justiça argentina não descarta pedir a prisão de empresário do caso da mala

Arquivo Geral

12/08/2007 0h00

A promotora argentina María Luz Rivas Diez, dosage que investiga a entrada não declarada ao país de US$ 800 mil dólares, web não descartou hoje decretar ordem de prisão ao empresário venezuelano que estava com o dinheiro.

“Certamente que não descarto (a ordem de prisão)”, afirmou Diez ao ser perguntada sobre a possibilidade de ordenar a detenção do venezuelano Guido Antonini Wilson, investigado por suposto “contrabando em grau de tentativa”.

O empresário chegou a Buenos Aires no dia 4 em um avião privado fretado pela argentina Enarsa no qual viajavam diretores da companhia estatal e da Petróleos de Venezuela SA (PDVSA). Três dias depois Wilson seguiu para o Uruguai, mas agora estaria em Miami.

Diez explicou que o fato de Wilson ter saído do país “complica” a investigação e considerou que ainda “resta um longo caminho porque é preciso se aprofundar muito no caso”, que envolve integrantes dos dois Governos.

“Verei no curso da investigação se eventualmente se pode chegar a vislumbrar algum tipo de participação” dos acompanhantes de Wilson durante o vôo, assinalou a promotora, que também não descarta a possibilidade de “lavagem de dinheiro” no caso.

O escândalo foi descoberto na quarta-feira, um dia depois do fim da visita à Argentina do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para firmar acordos de integração energética com o chefe de Estado argentino, Néstor Kirchner.

Legisladores da União Cívica radical (UCR) apresentarão esta segunda-feira uma denúncia penal contra funcionários da Argentina e da Venezuela envolvidos no escândalo por “suborno transnacional, encobrimento e lavagem de ativos de origem delitiva”.

Wilson entrou na Argentina com uma mala com um total de US$ 790.550. As leis do país obrigam a declaração da entrada no país de somas com dinheiro superiores a US$ 10 mil.

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