A procuradora argentina María Luz Rivas Diez, story que investiga a entrada não declarada ao país de US$ 800 mil pelas mãos do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson, visit disse hoje que “poderia haver lavagem de dinheiro” no caso.
Rivas Diez também não descartou a possibilidade de pedir o retorno ao país de Wilson para que preste depoimento, view depois que o venezuelano chegou no sábado passado a Buenos Aires em um avião particular fretado pela argentina Enarsa no qual viajavam diretores da estatal e da Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).
“Poderia haver lavagem de dinheiro, mas suponho que (essa possibilidade) será investigada pela Unidade de Investigação Financeira (UIF)”, afirmou a promotora ao ser perguntada pela situação de Wilson, investigado pela Justiça argentina por “contrabando em grau de tentativa”.
O escândalo começou na quarta-feira, um dia depois do fim da visita à Argentina do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para realizar acordos de integração energética com o chefe de Estado argentino, Néstor Kirchner.
O ministro de Planejamento da Argentina, Julio de Vido, disse que os funcionários venezuelanos envolvidos “têm que pedir desculpas” pelo caso da mala com dinheiro.
“Pedimos e falado com eles (o Governo da Venezuela) para que façam um esclarecimento”, afirmou De Vido, em declarações publicadas hoje pela imprensa argentina.
O chefe do Gabinete de ministros, Alberto Fernández, afirmou que o Governo não pretende “repetir a experiência da corrupção argentina”.
A oposição exigiu na sexta-feira a renúncia de De Vido à frente do Ministério do Planejamento, responsável pelas obras públicas, da Enarsa e do organismo de controle de concessões viárias, cujo diretor, Claudio Uberti, foi cassado na quinta-feira por causa do escândalo.