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Mundo

Juristas internacionais cifram manifestantes presos no Irã em 1.800

Arquivo Geral

10/12/2009 0h00

O Comitê Internacional de Juristas (CIJ) assegurou hoje que 1.800 manifestantes que participaram dos protestos no Irã depois das eleições presidenciais de junho ainda estão presos, e que passam por torturas psicológicas e sexuais.


“A grande maioria se encontra em prisões de Teerã”, afirmou a advogada Françoise Cotta, na apresentação do relatório elaborado pelo CIJ em defesa das vítimas da repressão no Irã, coincidindo com a realização do Dia Internacional dos Direitos Humanos.


Embora não exista o número preciso das detenções produzidas nos últimos seis meses, o estudo estima que poderia superar as 10 mil, pois uma elevada quantidade de manifestantes são detidos em prisões secretas, denominadas “casas seguras”, declarou Cotta.


O número de mortes no período analisado, tanto nas manifestações quanto nas prisões, ultrapassa os 96, apesar de ainda haver 428 insurgentes desaparecidos.


Por sua parte, o Conselho Nacional da Resistência Iraniana apresentou na mesma entrevista coletiva o balanço anual sobre violações dos direitos humanos no Irã, que concluiu que entre janeiro e outubro houve 345 execuções, frente às 279 registradas em 2008.


“A imagem que fazemos no Ocidente da repressão no Irã minimiza muito a realidade”, disse Cotta, antes de ressaltar que “crimes indescritíveis ocorrem nas ruas e nas prisões do país”.


“É evidente que o poder tenta de todas as formas dissimular seus crimes ou minimizá-los”, comentou a jurista.

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