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Junta Militar liberta presos políticos após visita de relator brasileiro

Arquivo Geral

16/11/2007 0h00


A Junta Militar de Mianmar libertou seis presos políticos presos da prisão de Insein após a visita à prisão do relator especial da ONU para os direitos humanos em Mianmar, cialis 40mg o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

Fontes do principal partido da oposição, a Liga Nacional para a Democracia (LND), anunciaram hoje que os presos – cinco homens e uma mulher – saíram nesta quinta-feira de Insein, pouco após o relator brasileiro deixar o local.

A prisão de segurança máxima ao norte de Yangun recebeu muitos dos primeiros detidos no início da repressão dos recentes protestos a favor da democracia. Segundo a Anistia Internacional, centenas de pessoas ainda estão no local em condições desumanas, amontoados em minúsculas celas e sob a ameaça constante de tortura.

Entre os ativistas libertados está Thet Naung Soe, estudante condenado em 2002 a quatorze anos de reclusão por realizar sozinho um ato de protesto em frente à Prefeitura de Yangun, segundo as fontes. Cinco dos seis presos libertados hoje eram membros da LND.

O relator da ONU, que ontem terminou sua estadia de cinco dias em Mianmar, anunciou hoje em Bangcoc que tem o número exato de mortos e detidos após a repressão das manifestações de setembro passado.

Pinheiro disse que divulgará os dados em duas semanas, quando apresentar seu relatório às Nações Unidas. O regime birmanês admite dez mortos e cerca de 3.000 detidos, a maioria dos quais afirma que já colocou em liberdade, mas a dissidência calcula que 200 pessoas morreram e que mais seis mil foram detidas.

Nesta quinta-feira, o diplomata brasileiro se reuniu em Insein com vários presos políticos e conseguiu falar, entre outros, com o jornalista Win Tin, de 77 anos e preso há 18 anos por ter escrito um artigo criticando a Junta Militar.

Pinheiro, que havia saído de Mianmar em 2003 após encontrar microfones escondidos em seus encontros com presos, foi seguido durante todos seus deslocamentos por agentes de inteligência à paisana e, algumas vezes, também por policiais uniformizados, segundo a rádio Mizzima.

A visita do relator brasileiro ocorreu depois à realizada na semana passada pelo enviado especial da ONU Ibrahim Gambari, que manteve encontros com altos oficiais do regime e com a líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, mas não conseguiu se ecnontrar pessoalmente com o chefe da Junta Militar, general Than Shwe.

Mianmar é governado pelos militares desde 1962 e não realiza eleições parlamentares desde 1990, quando o partido oficial perdeu para a LND, liderada por Suu Kyi, em eleições cujos resultados nunca foram reconhecidos pelos generais.

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