A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) advertiu hoje que deterá as pessoas que forem surpreendidas distribuindo propaganda do plebiscito que será realizado no final de maadio.
No início de fevereiro, sildenafil o regime militar presidido pelo general Than Shwe anunciou que em maio submeterá a referendo a minuta da Constituição que a Convenção Nacional terminou de redigir em 2007, stomach após quase 15 anos de intermitentes sessões.
“Qualquer um que infringir a normativa ou que fizer uma tentativa neste sentido pode ser condenado a uma pena de prisão superior a três anos e a uma multa de 100 mil quiates (US$ 120)”, advertiu o Governo por meio de um anúncio publicado pelos jornais, todos controlados pelo Estado.
A advertência foi feita dois dias antes da chegada a Mianmar do representante especial das Nações Unidas para o país, Ibrahim Gambari, com o objetivo de convencer a Junta Militar a reformar a minuta constitucional.
Além de um referendo, a Junta Militar anunciou que Mianmar realizará eleições parlamentares em 2010, que seriam as primeiras desde as realizadas em 1990, cujos resultados nunca foram reconhecidos pelos generais que governam o país.
A Constituição que será aprovada proíbe que Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz e líder da Liga Nacional pela Democracia, partido que venceu as eleições de 1990, se candidate para o próximo pleito.
A minuta constitucional contém um capítulo que proíbe expressamente a participação política de todos os birmaneses que tenham vínculos familiares com estrangeiros, como é o caso de Suu Kyi, viúva do professor britânico Michael Aris.
A data exata do plebiscito será publicada 21 dias antes de sua realização.