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Julgamento entre pais de Madeleine e ex-inspetor é adiado para janeiro

Arquivo Geral

11/12/2009 0h00

O julgamento entre os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida há dois anos e meio em Portugal e o ex-inspetor português Gonçalo Amaral, autor do livro “Maddie, a Verdade da Mentira”, foi adiado hoje para janeiro por motivo de doença do advogado do ex-policial.

O processo judicial começaria hoje. Em 9 de setembro, o Tribunal Civil de Lisboa proibiu, em caráter cautelar, a venda do livro de Amaral, que acusa os pais de Madeleine McCann, Kate e Gerry, de envolvimento na suposta morte da menina.

O casal chegou hoje de manhã ao Palácio da Justiça de Lisboa para participar da primeira audiência do julgamento, que agora foi adiada para os dias 12, 13 e 14 de janeiro devido à ausência do advogado de Amaral.

A advogada dos McCann, Isabel Duarte, explicou que seus clientes retornaram a Portugal porque a maioria da população portuguesa acha que eles tiveram algo a ver com o desaparecimento de sua filha.

“Eles vieram porque eu estou lutando contra 90% da população de Portugal que acredita que eles estão relacionados ao desaparecimento de Madeleine”, apontou.

Gonçalo Amaral, que também esteve no tribunal, disse que “Portugal é um país com liberdade de expressão” e destacou que, por causa disso, não pode ser incriminado por ter escrito um livro.

Os pais de Madeleine McCann também pedem a retirada do mercado um documentário do canal de televisão português “TVI” que divulga a tese de Gonçalo Amaral.

O livro “Maddie, a Verdade da Mentira” foi publicado em 2008 e lançava a suspeita de que o casal de médicos britânicos teria participado da ocultação do cadáver de sua filha.

Em sua qualidade de coordenador do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Portimão, Amaral participou da investigação que tentou descobrir o paradeiro de Madeleine McCann.

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