O julgamento contra o chefe torturador do Khmer Vermelho, Kaing Guek Eav, conhecido como “Duch”, enfrenta sua última semana com a exposição das conclusões pela Promotoria, a acusação particular e a defesa, antes de ficar visto para sentença no tribunal internacional organizado no Camboja.
O acusado, mais conhecido por seu nome revolucionário, Duch, comandou três prisões do Khmer Vermelho, incluindo a notória de Tuol Sleng, em Phnom Penh, por onde passaram pelo menos 14 mil pessoas para serem torturadas e executadas.
Duch, de 66 anos, admitiu desde os primeiros dias sua responsabilidade, expressou seu arrependimento e pediu perdão às vítimas.
Ao longo do julgamento, o acusado reconheceu ter torturado pessoalmente vários dos reclusos e também ter ordenado executar pessoas, entre elas, dezenas de bebês.
Em seu desencargo, o antigo professor de matemática que se transformou em um especialista em torturas, mentiras e confissões assegurou que sob o regime do Khmer Vermelho só restava a opção de obedecer, se alguém quisesse ficar vivo.
Os advogados da acusação particular, representando as vítimas, abrirão a fase de conclusões amanhã, o turno da Promotoria chegará na terça-feira e o da defesa na quarta-feira e na quinta-feira.
O tribunal, formado por três juízes cambojanos e dois estrangeiros nomeados pela ONU, reserva a sexta-feira 27 para turnos de réplicas antes de deixar o caso visto para sentença, e a leitura da decisão acontece no começo do próximo ano.