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Juíza federal bloqueia revogação de status legal de 8 mil imigrantes nos EUA

A decisão em Boston impede o fim de programas de reunificação familiar de sete países latino-americanos, criticando a mudança como arbitrária.

Redação Jornal de Brasília

25/01/2026 19h05

Foto por ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

Uma juíza federal em Boston bloqueou a tentativa do governo do presidente Donald Trump de revogar o status legal de mais de 8,4 mil familiares de cidadãos americanos vindos de sete países latino-americanos.

A juíza distrital Indira Talwani emitiu uma liminar preliminar na noite de sábado (24) que impede o Departamento de Segurança Interna (DHS) de encerrar a entrada condicional humanitária concedida a pessoas de Cuba, Haiti, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras.

Esses programas de reunificação familiar foram criados ou modernizados durante a administração do presidente Joe Biden, permitindo que cidadãos americanos ou residentes permanentes patrocinassem familiares para viverem nos EUA enquanto aguardavam vistos de imigrante.

O governo Trump anunciou em 12 de dezembro o encerramento desses programas, alegando inconsistência com suas prioridades de fiscalização da imigração e abusos para burlar processos tradicionais. A revogação estava prevista para 14 de janeiro, mas Talwani concedeu uma restrição temporária de 14 dias e, em seguida, a liminar de longo prazo.

Na decisão, Talwani criticou a falta de justificativa do DHS, liderado pela secretária Kristi Noem, para as preocupações com fraudes ou o impacto nos indivíduos, muitos dos quais venderam bens em seus países de origem. Ela descreveu a mudança como ‘arbitrária e caprichosa’.

O DHS não respondeu a pedidos de comentário. A ação faz parte de uma contestação mais ampla por defensores de imigrantes contra reversões de políticas de entrada condicional temporária.

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