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Mundo

Juíza acusa Pentágono de desacato por não gravar depoimento em Guantánamo

Arquivo Geral

10/12/2009 0h00


Uma juíza americana falou hoje que o Departamento de Defesa cometeu desacato ao não gravar em vídeo o depoimento de um prisioneiro em Guantánamo, como tinha solicitado o tribunal, informou a imprensa local.

A magistrada Gladys Kessler se limitou a emitir uma advertência ao Pentágono e a exigir uma explicação detalhada de por que não foi feita a gravação da declaração dada por Mohammed Al-Adahi a partir de uma videoconferência a partir de Guantánamo em 23 de junho, como tinha solicitado.

Adahi, um iemenita de 47 anos, detido na base militar americana na ilha de Cuba sob suspeita de pertencer à rede terrorista Al Qaeda, luta para ser libertado.

Kessler tinha solicitado que o depoimento fosse gravado para facilitar o acesso ao público e aos meios de comunicação por considerar que “há um interesse nacional e internacional neste processo”, indicou o jornal “The Washington Post”.

Em agosto, a juíza ordenou ao Governo americano que tomasse as medidas necessárias para a libertação Adahi, por sua incapacidade de demonstrar que foi treinado em campos terroristas da Al Qaeda e que manteve dois encontros com o Osama bin Laden, líder da organização.

O Governo reconheceu que cometeu um erro ao não gravar a declaração e atribuiu a falha de comunicação.

Kessler assinalou que não tem evidências de que o Departamento de Defesa deixou de gravar o depoimento intencionalmente, mas solicitou um relatório ao Pentágono explicando as medidas que tomará para evitar futuros equívocos.

Além disso, indicou que a transcrição das palavras de Adahi será colocada no site do juizado e ressaltou que, se voltar a cometer um erro como este, a advertência virá acompanhada de uma sanção.

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