O magistrado esclareceu que a investigação “ainda não está completa”, mas admitiu que em computadores apreendidos dos acusados de espionagem “também estavam dados muito pessoais” de Cristina e de seu marido.
O assunto é “extremamente delicado”, disse a rádios locais, depois de afirmar que é preciso que a Secretaria de Inteligência do Estado (serviço secreto) confirme as suspeitas.
Oyarbide explicou que em computadores apreendidos da Security Consulting foram encontrados registros com informações sobre três legisladores comunais e sobre o próprio chefe do gabinete da Prefeitura de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta.
A Security Consulting pertence ao ex-comissário Jorge Palacios, que renunciou ao cargo de chefe da Polícia Metropolitana de Buenos Aires e o ofereceu ao prefeito portenho, Mauricio Macri.
Oyarbide disse que os registros apreendidos estavam em uma pasta com o nome “Osvaldo”, que parece se referir a Osvaldo Chamorro, subchefe da Polícia Metropolitana.
Palacios renunciou depois que a comunidade judaica o acusou de encobrir cúmplices do atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em Buenos Aires, que em 1994 causou 85 mortes e deixou centenas de feridos, acusação pela qual o ex-policial está sendo processado pela Justiça.