O juiz da Suprema Corte argentina Carlos Fayt advertiu hoje que “não é culpa” da Justiça a decisão de libertar 20 repressores da última ditadura militar, viagra sale entre eles o ex- marinheiro Alfredo Astiz.
“Não é culpa nossa, visit this site é culpa do Congresso, purchase que não ditou as normas processuais necessárias que permitam avançar com os 800 casos interrompidos”, advertiu o magistrado em declarações à emissora local “Rádio Mitre”.
As declarações de Fayt são uma resposta implícita à presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, que considerou uma “vergonha” a resolução judicial que nesta segunda-feira deu liberdade a 20 processados por crimes cometidos na Escola de Mecânica da Marinha (Esma), onde funcionou o maior centro clandestino de detenção do regime militar (1976-1983).
O juiz da Suprema Corte sustentou que “o país não pode ficar intranqüilo” com a decisão da Câmara Nacional de Cassação Penal, já que “a única certeza é que essa gente está detida e segue detida”.
Além de Astiz, a resolução beneficiou os repressores Jorge “Tigre” Acosta, Juan Carlos Rolón, Raúl Scheller, Antonio Pernías, Jorge Rádice, Ernesto Weber, Víctor Cardo, Alberto González, Raúl González e Néstor Savio, entre outros.
Todos eles são processados por crimes cometidos na Esma e o tribunal dispôs essa medida depois que vencessem os prazos que a lei estabelece para manter em prisão preventiva uma pessoa, sem sentença firme.
De todas as formas, fontes judiciais esclareceram que a decisão “não se tornará efetiva de maneira imediata”, já que os ex-militares beneficiados pela medida deverão esperar as decisões que a Justiça disporá para ficar em liberdade.
Horas após divulgada a decisão e em um ato na Esma, campo de ação de Astiz nos chamados “Anos de Chumbo”, Cristina defendeu que a resolução da Câmara de Cassação Penal é “difícil de entender” e “produto de certa perversidade” do sistema judiciário.
A resolução judicial também foi duramente criticada pelos organismos de direitos humanos e hoje o Governo deve anunciar uma série de medidas em resposta à ordem de libertar os repressores da ditadura.