O juiz britânico que conduz a investigação sobre a morte da princesa Diana rejeitou a possível convocação da rainha Elizabeth II e de seu marido, abortion o príncipe Philip, Duque de Edimburgo, para depor.
A presença do príncipe Philip para “responder a uma série de perguntas” e da rainha “como testemunha potencial” foi pedida pelo advogado Michael Mansfield, em nome do dono dos armazéns Harrods, de Londres, Mohamed al-Fayed. O filho dele, Dodi, namorado da princesa, morreu no mesmo acidente, que matou ainda o motorista do veículo.
Apesar de uma investigação policial anterior ter chegado à conclusão de que a morte da princesa, em 31 de agosto de 1997 em um túnel junto ao Rio Sena, havia sido um acidente, o egípcio Fayed continua sustentando a teoria de uma conspiração no mais alto nível.
Segundo o juiz, Scott Baker, que substituiu a baronesa Butler-Sloss no posto, “não é apropriado nem necessário”, por enquanto, envolver a rainha nem o príncipe-consorte, embora a decisão possa ser revista no futuro.
A investigação sobre as circunstâncias da morte da princesa, que começou e depois foi adiada em 2004, ainda está em curso dez anos após o fato. Fayed alega que Diana, mãe dos príncipes William e Harry, estava grávida de Dodi al-Fayed e que o casal foi vítima de uma conspiração do “establishment” e dos serviços secretos britânicos comandada pelo próprio marido de Elizabeth II.
O advogado do empresário egípcio pediu ao juiz que solicitasse a participação do Duque de Edimburgo na investigação judicial, apesar de saber, pelo material fornecido pela equipe legal de Fayed, que o marido de Elizabeth II já havia se mostrado relutante em auxiliar.