Juan Carlos Sánchez, advogado dos militares, disse a jornalistas que Rivera, na condição de “juiz natural” do caso, aceitou o pedido da defesa para que eles se apresentem voluntariamente para depor.
Com isso, explicou Sánchez, o magistrado se absteve de ordenar a captura dos militares, como pediu o Ministério Público (MP) na quarta-feira passada, pelos crimes de abuso de autoridade e expatriação.
Os militares expulsaram Zelaya para a Costa Rica em 28 de junho de 2009, mesmo dia em que o então presidente foi derrubado do poder.
A Junta de Comandantes das Forças Armadas é integrada pelo chefe e o subchefe do Estado-Maior Conjunto, generais Romeo Vásquez e Venancio Cervantes.
Além disso, conta com os chefes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Força Aérea, general Luis Javier Prince, e da Força Naval, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez, e o inspetor geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar.
Zelaya, que desde setembro passado está refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, considera que o MP pretende com este caso encobrir a verdade do ocorrido em junho de 2009 e deixar os militares impunes.