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Juiz afirma que mordomo não disse a verdade em investigação de morte de Diana

Arquivo Geral

01/04/2008 0h00

< !--StartFragment -- >O juiz encarregado da investigação judicial sobre a morte da princesa Diana, story Scott Baker, approved disse hoje ser “evidente” que o ex-mordomo dela, Paul Burrell, não disse toda a verdade ao tribunal, e pediu ao júri que analise sua declaração com “cautela”.


Baker seguiu hoje com a exposição das conclusões da investigação judicial iniciada há seis meses para esclarecer definitivamente as circunstâncias da morte de Diana e seu namorado, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997.


O juiz fez referência a um vídeo secreto feito no quarto de um hotel de Nova York, no qual o ex-mordomo Burrell aparecia falando de sua declaração prestada perante o Tribunal Superior de Londres no último mês de janeiro.


Na filmagem, divulgada pelo jornal britânico “The Sun”, o antigo funcionário de Diana reconheceu que deu pistas falsas e que “contemplar o perjúrio” não lhe era agradável.


No relatório de hoje, Baker disse: “Escutei-o no tribunal e, sem (levar em conta) o que disse depois no quarto de um hotel em Nova York, está bastante claro que a declaração que prestou no tribunal não foi a verdade, apenas a verdade e nada mais que a verdade”.


O magistrado sugeriu que Burrell, que vive constantemente entre o Reino Unido e os EUA, pode ter pensado, ao falar perante o tribunal, no impacto que sua declaração poderia ter sobre suas eventuais atividades empresariais futuras.


O ex-mordomo, que sempre afirmou ter sido “fiel como uma rocha” à Lady Di, enriqueceu com a publicação de livros sobre sua relação com a princesa.


Baker qualificou Burrell como uma “rocha bastante porosa”, já que revelou detalhes da vida íntima da princesa, e pediu ao júri, integrado por 11 pessoas, que analisasse com “cautela” as afirmações feitas pelo mordomo no começo do ano.


Em janeiro, o ex-mordomo compareceu três dias seguidos ao Tribunal Superior de Londres, onde disse, entre outras coisas, que a rainha Elizabeth II estaria preocupada com a aparência que tomava a relação entre Diana e Dodi.


Na ocasião, Burrel também disse ser “impossível” que o casal tenha sido vítima de uma conspiração.


Ontem, o juiz afirmou que “não há provas” de que o duque de Edimburgo, marido da rainha Elizabeth II, ou os serviços secretos tenham ordenado a execução da princesa, como argumenta o pai de Dodi e dono das lojas de departamento Harrods, Mohamed al-Fayed.


Uma vez concluído o resumo do caso, que pode durar dias, os 11 membros do júri deverão retirar-se para analisar o veredicto.


Durante os últimos meses, mais de 250 testemunhas prestaram declaração, seja no próprio tribunal ou através de videoconferências feitas do exterior.


Na tragédia também morreu o motorista, Henri Paul, mas se salvou o guarda-costas Trevor Rhys-Jones.


Duas investigações – uma francesa e outra britânica – concluíram que o casal morreu em um trágico acidente, mas Al- Fayed insiste em afirmar que Diana e Dodi foram vítimas de uma conspiração que visava impedir que se casassem.


 

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