Jovem que atacou escola alemã marcou o ato como “apocalipse” no calendário
Georg R., que se encontra em estado crítico após receber cinco tiros da Polícia para ser rendido, feriu em seu ataque nove pessoas, oito estudantes e um professor, dos quais duas alunas de 16 anos se encontram em estado grave.
A promotora Gudrun Lehnberger disse hoje que, após revistar a casa do jovem, que estava em tratamento psiquiátrico, a Polícia descobriu o calendário, com a palavra “apocalipse” marcada no dia de ontem, cartas relacionadas com o ataque e seu testamento.
Segundo as recentes investigações, o jovem, estudante de último ano no Carolinum Gymnasium, chegou ao centro por volta das 8h35 local (3h35 de Brasília), após romper a porta principal com um machado, e lançou um primeiro coquetel molotov dentro de uma classe.
Após a explosão, ficou junto à porta da sala de aula e atacou com seu machado “de forma aleatória”, segundo Lehnberger, os alunos e o professor que saíam para escapar das chamas.
Georg R. feriu, assim, o professor e vários alunos, uma das quais se encontra em situação muito grave, em consequência de um traumatismo cranioencefálico, e corre risco de morrer. A outra aluna ferida gravemente apresenta extensas queimaduras no corpo.
Depois, o agressor foi a outra sala e lançou outro coquetel molotov que, no entanto, não explodiu.
Os policiais que atenderam ao chamado de alerta do centro encontraram o jovem pouco depois, entrincheirado no banheiro e armado com duas facas, um machado e três coquetéis molotov.
O jovem atacou com uma faca um dos agentes, que atirou nele, sem nenhum dos disparos tê-lo atingido na cabeça, afirmou ontem a Polícia.
A promotora disse hoje que o estado de saúde do agressor piorou durante a noite, por isso teve que ser operado de novo.