O jornalista paquistanês Najam Sethi recebeu hoje o prêmio Pena de Ouro da Liberdade concedida pela Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês), que reuniu 900 representantes do setor de 87 países para um congresso na cidade indiana de Hyderabad.
Sethi recebeu a distinção das mãos de Xavier Vidal-Folch, diretor-adjunto do jornal espanhol El País e presidente do Fórum Mundial de Editores (WEF, na sigla em inglês), que ocorre paralelo ao congresso da WAN.
Vidal-Folch lembrou que o Paquistão é atualmente um dos “lugares mais perigosos” do mundo para os jornalistas, com sabe muito bem próprio Sethi, por causa das ameaças dos extremistas talibãs e das forças de segurança paquistanesas.
Ex-redator chefe do jornal “Daily Times” e redator chefe do “Friday Times”, Sethi “irritou ambas as partes fazendo seu trabalho”, disse o presidente do WEF.
O jornalista paquistanês “trabalha e vive sob vigilância constante”, ameaçado de morte pela insurgência talibã após ter escrito artigos que incomodaram às autoridades do país.
“Minha família e eu vivemos em estado de sítio”, denunciou Sethi, que explicou que todos os periódicos do Paquistão receberam ameaças dos talibãs.
Durante os próximos três dias, os delegados irão discutir os desafios para a imprensa em um momento de crise.
A Índia é o segundo maior mercado de meios de comunicação, com 99 milhões de jornais distribuídos por dia. A circulação cresceu 36% nos últimos cinco anos e hoje tem 200 milhões de leitores.