O jornal, que cita fontes próximas ao governante do Zimbábue, afirma que Mugabe, no poder desde a independência do país, em 1980, está analisando os próximos passos que vai dar, seja para tentar conservar o poder ou para se retirar do Governo.
“Agora ele está tentando decidir se participa do segundo turno ou não. Os partidários mais leais querem que lute até o final, mas a família e seus assessores estão pressionando para que renuncie”, disse uma fonte não identificada citada pelo “Business Day”.
Mugabe perdeu a maioria parlamentar que conservava desde que chegou ao poder, mas o Zimbábue continua à espera dos resultados do pleito presidencial.
O Movimento para Mudança Democrática (MDC), que desponta como a legenda força parlamentar, assegura que seu candidato presidencial, Morgan Tsvangirai, obteve 50,3% dos votos, enquanto Mugabe teria 43,8%.
A imprensa governamental antecipou que nenhum dos aspirantes presidenciais obteve a maioria dos votos, por isso sustenta que haverá um segundo turno entre Mugabe e Tsvangirai.
A Comissão Eleitoral do Zimbábue terminou na última madrugada a contagem dos votos nas eleições para a nova Câmara Baixa do Parlamento e confirmou que o partido governante perdeu a maioria.
A apuração final deu ao partido governante, Zanu-PF, 97 cadeiras, e ao MDC 109, além de confirmar um legislador independente.