As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantém ligações com aproximadamente 400 “organizações legais e ilegais do continente” e seus tentáculos chegam ao Brasil e até aos Estados Unidos, viagra 60mg onde abriu “dois postos de trabalho ideológico”, recipe publicou hoje o jornal “El Tiempo”.
Os pontos no país americano são uma ONG ambientalista e um centro de estudos na Carolina do Norte, segundo a publicação.
O estabelecimento de “ligações de algum tipo nos EUA” é, aparentemente, o “principal esforço das Farc”, afirmou o “El Tiempo”, que elaborou o relatório com o Grupo de Diários da América (GDA), que reúne jornais do Brasil, do Peru, do Equador, da Costa Rica, da Venezuela, do México, da Argentina, do Uruguai e da Colômbia.
Segundo a extensa investigação, o acadêmico americano Jim Jones “mantém um contato fluído” com o grupo rebelde, que “serviu de ponte com congressistas e personalidades de centros de estudos políticos”.
Como prova desta relação, o relatório incluiu um e-mail que Jones enviou em outubro de 2007 ao segundo no comando e porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), “Raúl Reyes”, morto no dia primeiro de março em uma operação colombiana contra uma base rebelde no Equador.
De acordo com o “meu julgamento, um problema profundo é que não têm (os rebeldes) um porta-voz situado estrategicamente que possa se comunicar com pessoas de influência do meu país”, declarou Jones, cuja mensagem presumivelmente foi extraída dos computadores confiscados no ataque ao acampamento de “Reyes”.
A publicação afirmou que “na rede de organizações articulada pelas Farc há desde movimentos puramente revolucionários, até ONGs de defesa dos direitos humanos e passando por partidos políticos legalmente estabelecidos”.
“Sua ponta de lança foi a Coordenadora Continental Bolivariana (CCB)”, acrescentou a fonte, que mencionou, entre muitos outros, o Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), do Peru.
Os laços atingem um total de “sete países”, observou o relatório, que também incluiu o Equador, a Venezuela, a Costa Rica e o Brasil.
No caso brasileiro, um dos responsáveis pelo contato com as Farc é Francisco Antonio Cadena Collazos, responsável pela troca de cocaína por armas e pelo recrutamento de militantes.