A 19ª Cúpula Ibero-Americana, realizada em Estoril (Portugal), está “desligada do mundo” e tem uma agenda “mais próxima aos interesses das antigas metrópoles europeias que à realidade das nações latino-americanas presentes”, afirma hoje o semanário oficial cubano “Trabajadores”.
“Com a crise econômica como cenário de fundo, as projeções do encontro iniciado ontem parecem olhar para o futuro sem reparar nas convulsões do presente, daí que, contrário à vontade dos organizadores, não faltam os que desejam um evento protocolar com mais custos que dividendos”, acrescenta o jornal.
Segundo o semanário, “temas como a inovação tecnológica e o desenvolvimento do conhecimento parecem muito mais distantes da realidade latino-americana que o perigoso renascimento das bases militares dos Estados Unidos e o estabelecimento de um regime de fato em Honduras”.
“Reduzidas a protocolares discursos de mais de duas dezenas de governantes e a declarações ambiciosas, as cúpulas ibero-americanas precisam olhar para o futuro com uma visão mais terrena, capaz de colocar o conhecimento ao alcance dos milhões que ainda esperam por uma inovação que apague a injustiça e a miséria”, continua o “Trabajadores”.
O presidente cubano, Raúl Castro, não assistiu à reunião, da mesma forma que outros sete líderes latino-americanos, e também não enviou um de seus vice-presidentes, como em cúpulas anteriores, somente o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. E