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Jornais nova-iorquinos dão amplo destaque à renúncia de Fidel Castro

Arquivo Geral

20/02/2008 0h00

A renúncia de Fidel Castro como chefe de Estado monopoliza as manchetes dos jornais nova-iorquinos, order que prevêem que, por enquanto, nada mudará em Cuba e que repercutem o debate sobre a necessidade ou não de se levantar o embargo econômico à ilha para facilitar a transição.

A capa da versão em espanhol do jornal “Daily News” tem como título “Não mais” e diz que “os 50 anos de Governo sangrento de Fidel chegam a seu fim, mas nada mudará em Cuba”.

“O que significa a saída de Castro” (“Newsday”) e “Fim de uma era” (“El Diario-La Prensa”) são os títulos das matérias da imprensa nova-iorquina que falam da renúncia de Fidel.

O jornal econômico “The Wall Street Journal” diz em seu editorial que “o final de Fidel não era uma condição suficiente para a liberdade em Cuba, mas sim uma necessária”.

“O legado de Fidel inclui uma repressão impiedosa, mas menos se avalia que foi um incompetente econômico”, diz o “The Wall Street Journal”, que afirma que em janeiro de 1959 Cuba era o terceiro colocado na lista de países com as maiores rendas per capita da América Latina e que agora depende da ajuda da Venezuela.

Já o “The New York Times” afirma em seu editorial que “foi a idade e a doença, não a voz livre dos cubanos, que finalmente fizeram com que Fidel Castro anunciasse na última terça que renuncia como presidente de Cuba, após 49 anos de poder absoluto”.

Esta publicação nova-iorquina diz que o presidente George W. Bush não fez praticamente nada para preparar a era pós-Fidel e afirma que Washington deveria suavizar as restrições sobre os intercâmbios culturais e acadêmicos entre EUA e Cuba para espalhar a mensagem da democracia na ilha.

“Uma política que tinha pouco sentido na Guerra Fria, tem ainda menos na era globalizada, onde Estados Unidos não hesitam em negociar e investir em outros países repressivos (por exemplo, China), reconhecendo que o comércio mais que o isolamento é uma fonte mais provável de mudança política”, acrescenta o editorial do “The New York Times”.

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