Cerca de 2 mil jordanianos protestaram hoje em Amã para condenar o ataque israelense à missão humanitária “Frota da Liberdade”, que se dirigia à Faixa de Gaza e terminou com pelo menos 14 mortos, e pediram a seu Governo que rompa as relações com Israel.
Pelo menos 24 jordanianos estavam a bordo da expedição, entre eles conhecidos políticos e sindicalistas do país.
Os manifestantes, entre o quais havia dirigentes de sindicatos e partidos da oposição, políticos independentes e ativistas, pediram a expulsão do embaixador israelense de Amã e a denúncia do tratado de paz assinado entre Jordânia e Israel em 1994.
Em outras capitais árabes, como Cairo e Beirute, também houve manifestações de protesto.
Segundo a emissora israelense “Canal 10”, pelo menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque de uma unidade de elite do Exército israelense à “Frota da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária a Gaza.
O Exército israelense reconhece em comunicado a morte de dez ativistas durante a tomada de controle das embarcações, que aconteceu nesta madrugada a cerca de 20 milhas da faixa palestina.