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Mundo

Jimmy Carter diz que Hamas está disposto a reconhecer Israel

Arquivo Geral

21/04/2008 0h00





O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter disse hoje, ed em Jerusalém, prescription que o movimento islâmico Hamas está disposto a aceitar a existência de Israel.


 


“O Hamas estaria disposto a aceitar a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967 e a reconhecer a existência de Israel como país vizinho”, disse Carter a um fórum independente de debates israelense.


 


O ex-presidente fez estas declarações ao término de uma viagem por várias capitais árabes, entre elas Damasco, onde se reuniu com o líder do escritório político do Hamas no exílio, Khaled Meshaal.



Historicamente, o movimento islâmico palestino nunca aceitou a existência de Israel nem a possibilidade de negociar um acordo de paz.


 


Na carta de fundação do Hamas, ainda aparece uma chamada à destruição do Estado judeu e a recuperação da Palestina histórica pela via da resistência.


 


Carter retornou hoje a Israel, pela segunda vez em menos de uma semana, para informar a seus interlocutores locais sobre seus contatos com os líderes do Hamas.


 


Hoje, o ex-presidente se reuniu com o ministro da Indústria e Comércio de Israel, o ultra-ortodoxo Eli Yishai, o único membro do Governo israelense que não lhe fechou as portas devido a seus encontros com uma organização qualificada como “terrorista” pela legislação local.


 


Carter entregou a Yishai uma mensagem de Meshaal para o pai do soldado israelense Gilad Shalit, capturado pelo Hamas em 2006, no qual diz que seu estado de saúde é “muito bom”.


 


Também comunicou que o Hamas está estudando a possibilidade de que o soldado envie a seus pais uma carta de próprio punho durante o Pessach (festividade judaica), que se comemora até o próximo sábado.


 


Sobre as críticas israelenses por se encontrar com membros do Hamas, Carter disse que o “problema não é que ele se reúna com o Hamas, mas não o façam nem Israel nem Estados Unidos”.


 


Segundo o ex-presidente, o movimento islâmico não deve ser deixado de lado nas negociações de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que, segundo ele, “sofreram um retrocesso” desde a cúpula de Annapolis, em novembro de 2007.


 


A viagem do ex-presidente americano o levou também ao Egito, Síria, Arábia Saudita e Jordânia.


 

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