Terremotos de 4, order what is ed 1 e 4, approved 2 graus de magnitude na escala Richter atingiram entre a noite de ontem e hoje a região litorânea do Equador. Não há informações sobre vítimas ou danos materiais.
O Instituto Geofísico informou que o primeiro terremoto, de 4,2 graus, ocorreu na província do Guayas, às 22h06 de quarta-feira (0h06 em Brasília de hoje), a 2,68 graus de latitude sul, 79,68 graus de longitude oeste, e a uma profundidade de 12 quilômetros.
O segundo tremor, de 4,1 graus, ocorreu em frente ao litoral da província de Esmeraldas, à 1h29 de hoje (3h29 em Brasília), a 0,68 graus de latitude sul, 80,32 graus de longitude oeste e a uma profundidade de 12 quilômetros.
O Japão tomou hoje a iniciativa na luta contra o aquecimento global e propôs reduzir pela metade a emissão mundial de gases do efeito estufa para 2050, more about dentro de um ambicioso plano para substituir o Protocolo de Kyoto.
A proposta, chamada “Esfriar a Terra 50”, põe de novo o Japão como referência internacional na defesa do meio ambiente e ultrapassa a Europa na corrida pela liderança no ecologismo mundial na era pós-Kyoto, a partir de 2012.
A aposta japonesa, apresentada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe em um simpósio de países asiáticos realizado hoje em Tóquio, tem como principal objetivo reduzir as atuais emissões de gases do efeito estufa pela metade em 2050, até situar o dióxido de carbono em níveis atmosféricos toleráveis.
O país também está disposto a criar um mecanismo financeiro com fundos japoneses “substanciais” para ajudar os países em desenvolvimento a cumprir a redução das emissões. O Japão, considerado um dos países mais ecológicos do planeta e local da assinatura do famoso Protocolo de Kyoto, leva vantagem na disputa com os membros da União Européia (UE) pela liderança da campanha na luta contra o aquecimento global.
Os países europeus, liderados pela Alemanha, devem apresentar a proposta pós-Kyoto na cúpula do G8 prevista para junho, com um objetivo similar ao japonês, reduzir as emissões de gases à metade até 2050, mas com relação aos dados de 1990.
“Esfriar a Terra 50” pretende estabelecer por consenso, e não por imposição, um sistema “flexível e diverso para que cada país seja capaz de otimizar os esforços para reduzir as emissões”, explicou Abe.
Com este método individualizado, o Governo do Japão acredita que conseguirá o compromisso tanto dos países industrializados como dos em desenvolvimento, e assim trará para o projeto as grandes nações poluentes que não fizeram parte do Protocolo de Kyoto, como EUA, China e Índia.
A agência local “Kyodo” informou hoje que Abe conseguiu o apoio da China e dos EUA depois de reuniões em abril com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e o presidente americano, George W. Bush.
De fato, Bush se mostrou partidário de criar um marco internacional que inclua as economias emergentes para buscar um consenso sobre a redução das emissões de gases. Segundo Abe, a chave para que a estratégia japonesa tenha êxito é que “cada país tome as medidas oportunas para lutar contra o aquecimento global de acordo com suas responsabilidades e capacidades”.
O primeiro-ministro do Japão alegou que o plano é compatível com o crescimento econômico, embora falte desenvolver uma tecnologia “que ainda não existe” mediante cooperação internacional, para criar “uma sociedade com pouco carbono”.
A ambiciosa proposta japonesa insiste na necessidade de aperfeiçoar os sistemas de aproveitamento da energia solar, colocar no mercado veículos menos poluentes e aumentar o uso da energia nuclear, considerada pelo Executivo japonês como “segura e de confiança” nas aplicações pacíficas.
O Governo do Japão acredita que a proposta “dará frutos” na cúpula do G8 que acontecerá em Toyako, na ilha de Hokkaido (norte do Japão), em julho de 2008.
Sobre a proposta que será apresentada pelos membros da UE no próximo mês, o diretor-geral de Assuntos Globais do Ministério de Exteriores do Japão, Koji Tsuruoka, disse hoje em entrevista coletiva não saber detalhes, mas que a “visão (das propostas) pode ser compartilhada”.
No entanto, Abe apostou em exportar o “modelo japonês” ao resto do mundo, no qual se combina “tradição e tecnologia ponta para criar uma sociedade em harmonia com o meio ambiente”.
Atualmente está em vigor o Protocolo de Kyoto – criado em 1997 e com duração até 2012 -, um tratado internacional que o próprio Governo japonês considera “um primeiro passo para a redução do efeito estufa, embora com limitações” causadas pela falta consenso sobre sua aplicação.