O Governo japonês pedirá à Junta Militar birmanesa que devolva a câmera de vídeo do jornalista japonês que morreu durante os protestos pró-democráticos contra o regime de Yangun, ambulance informou a agência “Kyodo”.
A Junta Militar devolveu todos os pertences do jornalista ao Japão, exceto a câmera de vídeo com a qual estava gravando os confrontos entre as forças de segurança birmanesas e os manifestantes, segundo a “APF News”. Mianmar afirma que entregou todos os pertences do jornalista.
O Japão estuda impor sanções econômicas a Mianmar como protesto pela repressão das manifestações a favor da democracia nas quais morreu um jornalista japonês, afirmou hoje o ministro porta-voz do Japão, Nobutaka Machimura.
“O Japão está considerando diversas medidas, incluindo as mais duras”, disse hoje Machimura, já que o país está “fortemente preocupado” com a “democratização de Mianmar” e com a “situação dos direitos humanos” no país.
Além disso, segundo a agência japonesa “Kyodo”, o ministro anunciou que o Japão realizará uma nova autópsia no corpo do repórter Kenji Nagai para confirmar se recebeu um tiro à queima roupa, segundo especulações.
Nesse caso, a Agência da Polícia Nacional do Japão poderia investigar o incidente como um caso de assassinato.
A produtora de vídeo japonesa para a qual o repórter trabalhava, a “APF News”, disse, após entrevistar um médico legista responsável pela autópsia, que seu jornalista foi baleado a um metro de distância e que morreu quase na hora. O Japão está entre os países que mais prestam mais ajuda ao desenvolvimento de Mianmar.