“A opção mais prudente para Coreia do Norte é escutar humildemente a opinião internacional e voltar ao processo de diálogo”, disse o ministro porta-voz japonês, Takeo Kawamura, citado pela agência de notícias local “Kyodo”.
O processo foi iniciado em agosto de 2003 com a participação das duas Coreias, Japão, China, EUA e Rússia, para buscar a desnuclearização norte-coreana em troca de incentivos econômicos, mas ontem o regime comunista anunciou que “já não participará mais dessas negociações”.
A Coreia do Norte ameaçou também reforçar seu poder nuclear, anunciou que interrompe sua colaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e que os inspetores internacionais que vigiam a atividade do reator de Yongbyon deverão abandonar o país “o mais rápido possível”.
Kawamura exigiu à Coreia do Norte que aceite a declaração do Conselho de Segurança e tome ações concretas de acordo com a condenação internacional, ainda segundo a “Kyodo”.
Perante a escalada de tensão, os chanceleres japonês, Hirofumi Nakasone, e sul-coreano, Yu Myung-hwan, devem se reunir amanhã em Tóquio para falar sobre a situação da Coreia do Norte.