O Japão quer que a próxima reunião de ministros de Finanças do Grupo dos Vinte (G20, formado pelos países mais ricos e principais emergentes), que começará em Paris na sexta-feira, analise os fluxos de capital aos mercados emergentes, disse nesta terça o ministro de Finanças japonês, Yoshihiko Noda.
Em entrevista coletiva, Noda acrescentou que não espera que o debate seja centrado nas “medidas individuais” de controle de capital de cada país, mas trate de possibilidades como a colaboração com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para enfrentar este problema.
O Japão “participará ativamente” do debate sobre as medidas que podem se tomadas contra a emissão de fluxos de capital aos países emergentes, insistiu Noda, citado pela edição digital do diário econômico “Nikkei”.
Os crescentes fluxos de capital a nações como China e Brasil, impulsionados pelas baixas taxas de juros em muitos países desenvolvidos, se traduziram em um aumento da inflação nos emergentes e teme-se que desestabilizem essas economias.
Noda acrescentou que espera que os titulares de Finanças e governadores de Bancos Centrais do G20 mantenham em Paris discussões detalhadas sobre as “guias indicativas” para combater os desequilíbrios globais.
Na Cúpula realizada em novembro passado em Seul, os líderes do G20 aprovaram um plano de ação no qual se comprometiam a estar atentos aos movimentos bruscos de taxas de câmbio em suas divisas para mitigar o risco de “uma excessiva volatilidade dos fluxos de capital em algumas economias emergentes”.
Neste encontro também adotaram o compromisso de evitar as desvalorizações competitivas e de identificar no primeiro semestre de 2011 as distorções de cada país para atenuar os desequilíbrios mundiais.