Hamada e Gates confirmaram a estreita cooperação entre os dois países e reiteraram que se a Coreia do Norte optar por seguir com os planos de lançar o satélite violará uma resolução das Nações Unidas, como afirmaram fontes governamentais citadas pela agência de notícias local “Kyodo”.
Gates pediu à Coreia do Norte que pare de provocar a comunidade internacional com o lançamento, que para os EUA esconde o teste de um míssil de longo alcance.
O secretário de Defesa americano também falou com seu colega sul-coreano, Lee Sang Hee, com quem concordou que responderão com “determinação” ao lançamento do satélite, como informa a “Kyodo”.
Os três responsáveis de Defesa reafirmaram a necessidade de cooperar para fazer frente à atitude norte-coreana, já que, segundo Hamada, compartilham “basicamente da mesma própria opinião”.
“O Governo japonês conduzirá o caso como se fosse uma crise”, assegurou o ministro japonês, citado pela agência “Kyodo”.
Gates lembrou o ministro japonês que o lançamento servirá para testar a eficácia das operações do sistema de defesa antimísseis dos dois países.
Pyongang anunciou seus planos de lançar um satélite de telecomunicações entre 4 e 8 abril, em meio a suspeitas de que a ação possa ocultar o teste de um míssil de longo alcance.
Japão, Coreia do Sul e EUA acreditam que o lançamento, seja de um míssil ou de um satélite, violaria uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, pois a tecnologia necessária para ambos os casos é muito similar.