“Francamente, quero que os EUA enfrentem a questão do aquecimento global de uma maneira mais ativa”, disse Kamoshita, segundo a agência “Kyodo”.
“Simplesmente queremos que os EUA queiram mais”, acrescentou o ministro do Japão, país que este ano preside o G8.
Bush apresentou nesta terça-feira uma estratégia para fazer frente ao aquecimento global que prevê a redução dos gases causadores do efeito estufa para 2025.
Kamoshita, no entanto, disse que Washington pelo menos deu um passo positivo na luta contra a mudança climática.
O Japão propôs uma iniciativa que pretende reduzir pela metade a emissão mundial de gases do efeito estufa para 2050, mas não estabeleceu metas nacionais concretas.
Esta é a primeira vez que os EUA estabelecem uma data para a redução de emissões de gases poluentes, mas seu plano não inclui nenhum ano base de comparação, por isso não se pode quantificar a porcentagem exata do corte.
O plano dos EUA, que não ratificaram o Protocolo de Kioto em 1997, também está aquém das expectativas da União Européia (UE), que para 2020 planeja reduzir as emissões em 20%, em comparação com os níveis registrados em 1990.
Sobre o impacto do plano de Bush na próxima cúpula do G8, que será realizada em julho na ilha de Hokkaido (norte do Japão), Kamoshita expressou sua decepção com o projeto.
“Se vamos construir um consenso entre todos os países do G8, acho que deveríamos apresentar um objetivo mais ambicioso”, disse o ministro japonês.
Os países que fazem parte do G8 são Japão, Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Reino Unido, Alemanha e Rússia.