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Mundo

James Murdoch volta a depor no Parlamento britânico em novembro

Arquivo Geral

24/10/2011 16h08

O presidente do grupo News International, James Murdoch, voltará a prestar esclarecimentos a uma comissão do Parlamento britânico no dia 10 de novembro, pelo escândalo das escutas ilegais do jornal “The News of the World”, fechado em julho.

 

A Comissão de Cultura, Meios de Comunicação e Esportes da Câmara dos Comuns anunciou nesta segunda-feira (24) a data na qual o filho do magnata australiano Rupert Murdoch deverá detalhar parte da declaração que fez com seu pai em julho, quando afirmou que até o fim de 2010 não estava ciente das escutas.

 

As afirmações de James Murdoch foram questionadas por dois ex-diretores da empresa. O antigo gerente legal do News International, Tom Crone, e o ex-diretor do “The News of the World”, Colin Myler, afirmaram na comissão que Murdoch foi informado em 2008 sobre a existência de um e-mail que sugeria que as práticas ilegais não se limitavam a apenas um jornalista.

 

O conteúdo do e-mail, datado de abril de 2008 e intitulado “Para Neville”, indica que o repórter Neville Thurlbeck, destinatário da mensagem, conhecia as práticas ilegais que levaram o correspondente Clive Goodman e o detetive Glenn Mulcaire a serem presos em 2007.

 

O ex-executivo do News Corporation, Les Hinton, mão direita de Rupert Murdoch durante 50 anos até se aposentar, afirmou nesta segunda-feira que “não há razão” para que James Murdoch renuncie a seu cargo na companhia.

 

Através de uma videoconferência, Hinton explicou à comissão de Cultura que algumas afirmações de executivos do News International são “pouco precisas”. O ex-executivo insistiu que as declarações de outros membros da companhia não foram “mentiras”, mas se trataram de explicações consideradas válidas “naquele momento”.

 

“A situação foi se esclarecendo nos dois últimos anos. A imagem completa do que aconteceu ainda não era conhecida”, afirmou Hinton.

 

O “The News of the World”, que foi fechado em julho, interceptou durante anos, aparentemente de forma sistemática, os telefones celulares de famosos, jornalistas e pessoas comuns.

 

Em 2006 a espionagem se tornou pública, mas a investigação foi fechada pela Polícia. Em janeiro, uma nova investigação foi instaurada.

 

O escândalo foi agravado em julho, ao ser revelado que foram interceptados telefones de familiares de vítimas de crimes, terrorismo e soldados mortos em combate.

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