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Mundo

Jamaicanos esperam furacão Dean em estado de emergência

Arquivo Geral

19/08/2007 0h00

Desde a meia-noite de sábado entrou em vigor o toque de recolher, medications e os dois aeroportos internacionais estão fechados. A população está trancada em suas casas ou em abrigos, como escolas ou instalações esportivas. Os últimos turistas saíram da ilha no sábado, e os hotéis permanecem fechados e preparados para enfrentar os ventos de 230 km/h do furacão, assim como fortes chuvas.

Em situação semelhante estão as Ilhas Cayman, que também sofrerão o impacto direto do furacão Dean, o primeiro da temporada deste ano de furacões do Atlântico.

A primeira-ministra da Jamaica, Portia Simpson Miller, pediu que a população não espere até o último momento para se preparar completamente, reiterando que o país está em estado de emergência. A campanha para as eleições gerais do dia 27 de agosto foi suspensa, e não se sabe se a data para o pleito será adiada.

Em seu boletim das 9h de Brasília, o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, informou que o olho do furacão Dean estava a 295 quilômetros de Kingston, com ventos de 230 km/h.


Na hora em que foi divulgada a informação, o centro do furacão estava próximo à latitude 16,8 norte e à longitude 74,3 oeste. O Dean se movimenta a uma velocidade de 30 km/h a noroeste.

Fortes chuvas devem atingir toda a região e existe o risco de inundações e deslizamentos de terras na Jamaica, segundo o NHC.

O furacão Dean, que deixou pelo menos um morto na ilha de Santa Lúcia, dois na de Dominica e um na República Dominicana, será o primeiro furacão a atingir diretamente a Jamaica depois do Ivan, que causou grandes desastres no país, em 2004.

Em 1988, a Jamaica foi atingida pelo ciclone Gilbert, que causou 45 mortos e deixou grandes prejuízos.

O NHC previu que o Dean pode se transformar em um ciclone de categoria cinco, a máxima na escala de intensidade Saffir-Simpon, enquanto se desloca pelas águas quentes do mar do Caribe.

Se alcançar esta categoria, Dean teria ventos máximos de mais de 250 km/h.

O último ciclone que atingiu o Caribe com essa intensidade foi o Wilma, durante a temporada de furacões de 2005, quando houve a formação de 28 tempestades e 15 furacões, incluindo o Katrina, que arrasou Louisiana.

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