Menu
Mundo

Já são 187 os mortos pelos delizamentos no norte das Filipinas

Arquivo Geral

10/10/2009 0h00

 As equipes de resgate retomaram hoje a busca de dezenas pessoas sepultadas pela lama dos deslizamentos ocorridos esta semana no norte das Filipinas depois da passagem do tufão “Parma” e que causaram pelo menos 187 mortos, segundo fontes oficiais.

A maior parte das vítimas mortais se produziu na localidade da Trinidad, na província de Benguet, e em várias aldeias próximas à cidade de Baguio, cerca de 250 quilômetros ao norte de Manila.

Nestas duas áreas da ilha de Luzon foram localizados os cadáveres de 140 pessoas, de acordo com o departamento de Defesa Civil.

Outras 47 pessoas morreram deslizamentos de terra na quarta e quinta-feira passadas em povoados localizados encostas de montanhas desmatadas.

O diretor de Defesa Civil, Glenn Rabonza, indicou que na busca de pessoas e a retirada das toneladas de terra, que bloqueiam o acesso de veículos a algumas dessas aldeias, participam também o Exército filipino apoiado por efetivos do contingente militar americano com base na ilha de Mindanao, no sul do arquipélago.

Além de avalanches nas áreas montanhosas, as copiosas chuvas pelo tufão causaram o transbordamento de rios e açudes, seguidas de enchentes, sobretudo na província de Pangasiman, na qual 50 mil pessoas foram evacuadas de diversas aldeias situadas na planície.

As chuvas afetaram grande parte do planalto central de Luzon, destruíram as poucas infraestruturas, bloquearam estradas e inundaram vastas extensões de plantações de arroz, que fornecem o sustento básico para os habitantes pobres da região.

Segundo os números oficiais provisórios, o tufão “Parma” causou danos materiais no valor de 2 bilhões de pesos (US$43 milhões).

Outras 25 pessoas morreram no fim de semana passado quando “Parma” alcançou o norte das Filipinas, com ventos de 200 km/h.

No final do setembro passado, a tempestade tropical “Ketsana”, verteu em apenas umas horas sobre Manila e outras 25 províncias de Luzon uma quantidade de chuva muito superior à média mensal nesta época do ano e bateu o anterior recorde, de 1967.

O tufão “Ketsana” inundou 80% da capital e causou 337 mortos, cerca de 500 mil deslocados, 2,5 milhões desabrigados e perdas multimilionárias pelas infraestruturas destroçadas e cultivos transformados em lamaçais.

Os especialistas das agências internacionais identificaram a favelização como o principal fator destes desastres naturais que afetam ao país e que evidenciam o péssimo estado de suas infraestruturas, assim como a falta de preparação e meios que conta a Administração para responder às emergências.

Entre 15 e 20 tufões e inúmeros temporais e sistemas de baixa pressão costumam passar a cada ano pelas Filipinas durante a estação chuvosa, que transcorre entre junho e novembro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado